domingo, 26 de dezembro de 2010

A situação do Rock em Chapecó (Parte II)


(Obra de Goya)
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1-“Eis a grande diferença entre mera contestação e arte de contestação. Não é qualquer panfleto de protesto, qualquer bandeira desfraldada, que vai se tornar uma obra de arte – ainda que as motivações sejam válidas em si e baseadas nas melhores razões do mundo. [...] Somente é questão do fazer artístico, de criar formas expressivas. Mas Certamente é preciso ser um grande, grandíssimo artista”.

Fayga Ostrower – A grandeza humana: Cinco séculos, Cinco gênios da arte.

2-“Se eles não o são, se eles não TREMEM diante desse destino terrível que nos abate com o condicionamento estético que reina hoje, se eles não são perturbados, se eles não transformam isso em força como François Bousquet, que faz de sua ferida sua quase causa, isto é, o princípio mesmo de sua poesia, eles não tem mais nada a dizer”.

Bernard Stiegler (Falando sobre os artistas que não se afetam pela condição do público) – Reflexões (não) contemporâneas.

3- “A defesa da vida tornou-se um lugar-comum. Todos a invocam, desde os que se ocupam de manipulação genética até os que empreendem guerras planetárias.”

Peter Pál Pelbart (No prólogo de) Vida Capital: Ensaios de Biopolítica.

4- “A vida não existe, ela tem de ser inventada. É por meio das formas que criamos como imagem ou como palavra que o olhar adquire a luz que lhe permite ver. A experiência produz desequilíbrios, interrogações, dúvidas, surpreendendo a quietude repetitiva do mundo.”

Edson Luiz André de Sousa, Elida Tessler, Abrão Slavutzky (organizadores do livro) : A invenção da vida – Arte e Psicanálise.

5- “o que uma criança de nove anos pode escrever eu não sei... Poderia me surpreender, ou não... O simples fato de eu não saber se me surpreenderia ou não já supera o nosso amigo tocador de LED ZEPPELIN.”

r.A.- o cego- Situação do Rock em Chapecó (Parte I).

6- “Não existem Verdades, apenas interpretações.”

Nietzsche...

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..... Trezentos e sessenta e seis passos separam a sala de onde escrevo de uma lojinha de conveniência em um posto de gasolina. Ir até lá, para mim, tem um significado que gostaria de compartilhar com vocês – e que é bem mais importante do que uma pesquisa ou do que um diploma, neste momento. Se falo em primeira pessoa e de meus sentimentos mais profundos é que dor não respeita cronologias históricas! A dor, que vocês podem sentir dentro de uma sala de aula ou na notícia do falecimento de um ente querido, ou ainda, no pisar em um prego, ignora o decorar de cabo a rabo o que acontecia entre os anos 50 e 60 nos Estados Unidos. Por isso falamos em “situação” e não em “contextualização” e muito menos em saber a cor da cueca do primeiro roqueiro que subiu no palco de Chapecó. Falo do que vejo (e sou cego- hehehe) pelo motivo de que registro “no caderno do meu coração” imagens de dor. Minha manobra consiste em dar socos em mandamentos esculpidos na rocha (ou esmigalho a rocha, ou esmigalho as mãos). Dizer tudo que quero para aqueles que querem me convencer de que não posso dizer. Mesmo os que deitam na sombra de uma erudição que se convencem possuir, terão que vir aqui, para meu deserto vermelho – fora do abrigo da impessoalidade- conhecer a areia que torra os pés descalços. Que gritem e urrem, é um detalhe... Ir até uma lojinha de conveniência em um posto de gasolina, poderia significar apenas que o cigarro acabou. Para mim e meu pensar/sentir, é o começo de outro texto: da tarefa de apresentar para os leitores do blog como arranco da dor uma manobra.
..... Comecei o presente texto com algumas citações de diferentes autores que provém de diferentes tradições de pensamento (e de contextos distintos- mas o importante é a situação). Porém, não faço isso para exibir erudição (não há nada de especial em fazer isso, basta ler alguns livros) e nem faço isso para justificar meu pensamento. Faço isso em “parceria” de pensamento com os citados autores. Creio que andamos juntos em algumas noites chuvosas – embalados no café e nas angústias. Será preciso que vocês estejam a par do exercício que estou realizando neste texto, sendo assim, prestem bastante atenção nisso: Este texto não vai falar necessariamente de ROCK, ele vai falar de ARTE (mas as relações não serão difíceis, pois rock é um gênero musical e música é arte- e não, não vou atropelar tudo isso...)! Vou fazer isso para discutirmos o gênero Rock em um patamar mais elevado do que o simples contextualizar historicamente o Rock e etc... Método este que ignoro pelo motivo de já ter feito desta forma e observado que não se arranca muita coisa do problema fazendo isso. Este movimento que estarei fazendo neste texto será correspondente a terceira parte do tema “Situação do Rock em Chapecó”- isso significa que o texto continua. Aviso que este texto não será fácil de acompanhar (digo isso por saber que esses pensamentos cobraram bastante de mim), mas como dizia Jacqués Lacan (Livro: Televisão) não estou falando com idiotas (consistiria em um “error”)! Por isso, não vejo problema em pensamentos complexos serem apresentados de forma complexa, aliás, meus leitores – apesar de serem poucos- não me decepcionaram até agora (os banais já pularam fora!). Aqui, também se responde alguns comentários feitos ao primeiro texto que pensavam ser só guiado por meros achismos. O mergulho profundo que estamos prestes a fazer, exercício que é próprio de um filósofo, derrubam esta tese do achismo brincando. Dito isso, vamos à luta meus amigos!
.....Em primeiro lugar, deixem-me apresentar esta senhora chamada Fayga Perla Ostrower (1920-2001), Artista plástica que atuou como gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, “TEORICA DA ARTE” – daí o motivo de estar citando-a – e professora. O livro qual eu retirei uma citação (que imagino que aqueles que se ocupam em arte nesta cidade devem conhecer) é organização de sua filha e as falas estão situadas em alguns seminários onde ela (Ostrower) falava de Leonardo Da Vinci, Rembrandt, Goya, Cézanne e Picasso. Estes, não eram, obviamente, guitarristas de rock, mas creio que tinham (e tem) bastante para nos falar de arte, por tanto, para guitarristas – não estou falando só de guitarristas, ok?. Caso não conheçamos todos esses ilustres artistas, imagino que não poderemos dizer que eles eram cegos (ou podemos?). Se vocês já se esqueceram da citação que organizei com o número 1, sugiro que retornem e leiam. Feito isso, seguimos. Ostrower, seguia falando precisamente de Goya (1746-1828), artista espanhol. Para os que conhecem a obra de Goya (caso não conheçam, sugiro pesquisar um pouco – não estou aqui para divulgar pesquisas), temos contestações duras em relação ao seu contexto (caso não conheçam, também sugiro pesquisarem- valerá bastante à pena- algum engraçadinho vai dizer: mas você disse não dar bola para pesquisas e agora está sugerindo que pesquisem? Se for esse o caso, estou dizendo para não ficarem limitados a pesquisas de outros e não aceitarem quem quer que seja que queira socar guela abaixo outras pesquisas de caráter duvidoso!) e é na apresentação de suas contestações, na forma como Goya não se limitou em registrar uma “realidade” e interpretar a mesma, que nos deixou um legado na arte que tem muito a nos ensinar- aí a situação-, o gesto do artista. Temos aqui (na citação), nas palavras de Fayga, o que é a questão na arte: “fazer artístico, criar formas expressivas”. Ainda, Fayga nos diz o seguinte: “é difícil saber de onde lhe veio esta força de espírito, Goya ainda ousa sonhar com uma nova Humanidade. As últimas gravuras representam reflexões e dúvidas angustiadas, mas também meio esperançosas sobre os sentidos de viver” (OSTROWER,2003,p.100). Se já me questionaram: rock é só música? Refaço a questão: A arte de Goya é só telas e gravuras? Como repeti várias vezes no texto anterior, algumas pessoas não conseguem mais ver o óbvio! Vejam que no texto anterior também disse de uma ação inútil – cuspir em si mesmo-, e é mais precisamente nisso que me refiro, não a um sistema (como os marxistas nos viciaram a ler essa palavra) referente à sociedade, mas estão cuspindo em outros músicos invés de “fazer artístico, criar formas expressivas”- mas cuspir em outros músicos não é cuspir em nós mesmos,alguém vai dizer. Se você disser isso, já sentiu o gosto de seu próprio escarro! Na forma como me referi – e vocês vão entender no final deste parágrafo-, talvez seja bem pior do que terem cuspido em si mesmos... Que gosto ou não gosto de determinados gêneros de música, determinadas linguagens na arte, é papo para um bar! Que um gênero está investindo em um fiasco é do que trata o texto! Mas voltemos ao Goya, já pensaram Goya em um concurso para artistas? E se outro artista ficasse na frente dele (por mérito ou por que comprou o júri)? Já pensaram ele fazendo campanha contra este outro artista? Que fiasco! Mas sabem, Goya foi grande, preferiu o “fazer artístico”. Por fim, creio que agora isso fez mais sentido para vocês: “Não é qualquer panfleto de protesto, qualquer bandeira desfraldada, que vai se tornar uma obra de arte”. Nisso, me parece mais fácil compreender os motivos que me levaram a sugerir: Parem de ficar se lamentando, vão fazer música!
..... Bernard Stiegler (filósofo) lembra-me uma fala do guitarrista “The Edge” (U2) no documentário “A todo volume” e vou lhes dizer o motivo. The Edge, em um determinado momento do documentário citado, fala sobre alguns de seus motivos de ter se sentido angustiado com a música. Diz que havia nos músicos de seu contexto arrogância para com os expectadores. Indulgência é como ele chama isso – notem que saí do contexto mais uma vez e fui para a situação... Músicos dando as costas para os expectadores e realizando solos de quinze minutos. É neste sentido que aplico a citação que organizei com o número 2. Revelo que se algum comentário dos tantos que li em relação ao meu primeiro texto conseguisse refutar a citação de Stiegler – e isso não chegaram nem perto de fazer-, este texto perderia uma boa parte de seu sentido. Do contrário, apenas recebi ataques pessoais e respondi como ataques pessoais também. Não acho isso de forma alguma grosseiro, penso ser um avanço que as pessoas saiam de seus casulos e se “atraquem”-, é mais verdadeiro do que tentativas de ser impessoal! ... Como se as questões que trago não são de cunho pessoal... Sinto até mesmo um alivio poder sentir o cheiro de raiva em palavras, me mostra que não estou discutindo com fantasmas. Porém o texto ficou esquecido e por isso retomo o mesmo. Vemos que Stiegler nos fala que se o pretenso artista “não treme”, não transforma sua revolta em relação ao evidente “condicionamento estético” que estamos vendo todos os dias (t.v., jornais, música/arte – nos transformando em rebanhos, definindo nossos gostos: Viva o que é bom! Curta Ivete Sangalo, pois ela tem belas coxas, etc...) em sua “ferida quase causa”, ele, o pretenso artista, “não tem mais nada a dizer”. São palavras fortes e de um veredicto ainda mais forte, mas nesta situação do rock em chapecó, penso ser muito pertinentes. Devemos pontuar com todo cuidado o seguinte: “O condicionamento estético” tem de ser essa “ferida quase causa” a ser combatida na proposição do artista. Não um lamento textual. Minha questão retorna (do primeiro texto): Livramos-nos de um condicionamento estético fazendo covers? Sim, é possível! É possível um músico fazer um cover (ou releitura) e atacar esse condicionamento estético (aquilo pelo qual estamos adestrados a nos afetar – sei que essa frase é complicada, mas não irei debater ela agora), mas tenho toda certeza que essa situação qual vivemos precisa é de mais criação do que tributo! Reivindico mais arte, mais criação do que esses ditos tributos. Pelo motivo da primeira citação que fiz de Fayga: “criar formas expressivas”. Mesmo que neguem – como muitos negaram no primeiro texto- há sim um senso “valorativo” hipócrita de agregar mais valor para esses “pagadores de tributo” em relação aos novos artistas que vem surgindo – E me refiro a esta cidade. Não se façam de bobos pessoal! Deem uma olhada no que está planejado para este fim de semana nos espaços... “Tributo ao...”, “Não sei o que lá cover...”, etc... E por isso, outro ponto que muitos ficaram revoltados ao lerem no meu texto anterior, disse que falta mais educação em arte para este público (e me referi aos artistas – confiram no texto, já que algumas pessoas fizeram recortes grotescos ao texto), pois, colocam tudo no “mesmo saco” (ou seja, os que propõem arte e os que imitam os que já proporam- imitam para ganhar dinheiro, imitam por não terem a coragem de colocar a própria cara a tapa, por se esconderem em uma impessoalidade cretina!) e pesam sem possuir balanças. Sinto informá-los, mas vi isso nitidamente expresso nos lugares que se dizem “espaços para os artistas”. Recordo agora de um poema do Bukowski que diz: “E você esperava mesmo encontrar poesia em uma revista de poesia? Não é tão fácil assim”... Se não me engano é mais ou menos isso que diz no poema. Isto é o que está me parecendo nesta cidade. Quase chego a dizer: Querem ver arte? Não vão às exposições! Velho ditado Punk: Do it yourself! Mas aí temos um pactozinho com jornalecos... Oh sim... Falem bem de mim e eu falo bem de vocês! É quase uma colônia hippie, porém os hippies tentavam se livrar de serem recalcados, já estes, estão cada vez mais recalcados... Podemos ver seus recalques nas páginas! Li uma matéria alguns dias atrás, que jurei que a jornalista entrevistou só de calçinha... Nada contra, até seria divertido um pouco de verdade no jornal. A matéria terminaria assim: “E no final, ele me traçou!”
..... A citação de número 3 é de um filósofo qual tive o prazer de receber uma aula. A grande causa nobre que geralmente passa a borracha em cima de toda esculhambação dos pretensos artistas é de salvar o mundo, defender a vida, amar todos e todos são lindos e amém. Apresentei esta citação de Peter Pál Pelbart não para explicá-la, mas apenas acompanhando minha ideia de (ou eu acompanhando a dele – o que é mais apropriado) tomarem mais cuidado com esses “queridinhos da mamãe”. Todos estão em nome de uma sociedade mais justa, de uma vida mais digna, de um céu mais azul. Porém, vejo isso se desenrolar em um: Eu sou o eleito! O messias! Muito mais do que essa dita “boa ação”. E nesta cidade (prova alguns comentários do texto anterior), se você não disser para esses eleitos que eles são O messias do rock... Eles mandam a tua galera xingar você muito no blog”- Hahahaha-, É como aquele videozinho que colocaram no youtube: Vou xingar muito no twiter! E eles tem coragem de falar dos Emos... Todo moralista esconde uma vontade de fazer aquilo que critica meus amigos! Aprendam isso! – aí está outra relação possível com o texto anterior quando cito como exemplo o que me ocorreu ao testemunhar “nobres” psicólogos que queriam salvar uma cidade de uma enchente (Da Clarice Lispector: Havia um morto na grama e as pessoas discutiam a altura da grama...).
..... A citação de número 4 Edson Luiz André de Sousa, Elida Tessler, Abrão Slavutzky, lhes dão de presente! A próxima vez que alguém quiser colocar em questão se o “gesto do artista” é inferior “aos pagadores de tributo”, lembrem-se desta citação. Fazer arte, para mim, é inventar a vida (inclusive)! Caso ainda quiserem insistir, lembrem-se da “criança de nove anos com o violão trincado”, esta imagem me surpreendeu um dia... Poder ser surpreendido, afetado, hoje, sem condicionamentos estéticos (toca guns, toca AC/dc, toca Black sabbath...), vale mais do que vinte reais no sábado em um bar. Experimentem tentar – já que o contrário, vocês (e eu) já fizeram (fizemos).
..... Para John Cage (Estou citando uma obra chamada aisthesis: Estética, educação e comunidades – da autoria de Maria Beatriz de Medeiros, precisamente na página 33), som e silêncio são a mesma coisa. Ambos são sem intenção, estão na natureza, ou são criados pelo ser humano e seus instrumentos e máquinas. Para que um ruído seja música, é necessário que ele seja designado como tal. [...]A música é totalmente destruída quando utilizada como música ambiente em salas de espera, ou quando as insuportáveis musiquetas, por vezes, grandes músicas, nos fazem perder preciosos e longos minutos, quartos de hora, aguardando atendimento em telefones (Fim da citação – emendo com meu pensamento), e quando a música vira apenas entretenimento para bêbados em bares? (Antes que me chamem de moralista – e sou moralista sim para algumas coisas-, creio que ir em qualquer exposição de arte é para ir ver/ouvir arte e só pode ser “falta de educação” [ e não me refiro a uma educação elitista – embora também ache que falta um pouco disso e nem tudo é coisa de burguês como os marxistas nos viciaram pensar] transformar a música em pano de fundo para encher a cara).Quando há um círculo de amicíssimos que tentam obrigar este cenário a girar em torno deles e os desavisados babam e pensam: É isso mesmo! É assim que é! É com toda certeza que alguém que tenta avisar sobre isso precisa passar por um violento e turbulento mar de gritos de desacato! E tem de ter coragem para desacatar duramente também, pois já basta essas medíocres poses de bons moços (as)! Estamos em meio a uma moralzinha de bebezinhos dengosos. AZAR! Sendo dengoso eu nem se quer teria comprado minha primeira guitarra, escrito meu primeiro artigo em filosofia, gravado minha primeira canção! Sem dengo estou escrevendo, e pretendo continuar escrevendo assim.
..... Por fim, a citação de número 6, fica para mim e para vocês! É nela que me inspiro para escrever. Por tanto, nunca deixem ninguém dizer para vocês qual que é a verdade. Pensem sobre o texto!

r.A.- Ainda sentindo dor pelas coisas que tenho visto e chamam de rock.

PS. Dedico este texto a todas as bandas novas que estão surgindo nesta cidade!

PPS. Um dia vi em algum lugar da internet uma frase de Clarice Lispector que me chamou a atenção: “Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca”. Provável que eu não tenha saco para ler um livro dela (já tentei), mas nem por isso desmereço a frase. Sugiro-a aos próximos que comentarem neste texto!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A situação do Rock em Chapecó (Parte I)


.....Entre trabalhos e momentos de descanso, hoje parei para olhar alguns blogs e o que me chamou atenção foram escritos e textos sobre música, mais precisamente, sobre a música nesta cidade. Notei que há um grande descontentamento inútil da parte de muitos músicos de rock, eles se resumem em cuspir no sistema o qual fazem parte, creio que vou proferir uma tautologia bem sabida agora, mas se você cospe em algo do qual faz parte: você cospe em si mesmo! Sendo assim, senti que sobre esse assunto que muito me interessa, deveria pronunciar minha posição – e aí o presente texto. Como de costume, vão precisar de força para ler e não vou subjugá-los.
.....Não é preciso ser muito rápido no raciocínio para perceber que há duas posições extremamente banais quando se discute música ou arte (música é arte, ok?) nesta cidade -e me refiro aos bastidores. Há um grupo que propõe algo e há um grupo que vive de imitar os que já fizeram suas proposições. Pessoalmente, creio fazer parte de um grupo que propõe, pois o que fazemos (Sodoma H.) NINGUÉM FAZ NESTA CIDADE E NEM NESTA REGIÃO, MUITO MENOS NO MUNDO, sendo assim, é deste lugar que eu falo. Toda criação se tratando de arte é singular. Vejam bem, quando falo singular é que não há como ser substituída. Nisso, já constatamos o seguinte: Quem imita, só imita. Bastante óbvio, não é? Temos uma diferença entre os que querem propor algo na arte e os que querem se aparecer! Porém, me parece, que algumas pessoas ainda insistem em ignorar isto que é bastante óbvio! Vou usar um exemplo para ficar mais claro. Uma noite eu estava sentado em um bar e vi um grupo de acadêmicos da psicologia se organizando para ir servirem de voluntários em uma cidade vitimada por uma enchente. Quando eu ri destes, alguns deles disseram: Você deveria, invés de rir de nós, nos apoiar. Ao que, eu proferi imediatamente minha sentença: Se querem ajudar alguém, saiam do bar e olhem do outro lado da rua. Tem mendigos lá, passando frio. Vocês não precisam ir tão longe para fazer uma boa ação – ao menos que querem mesmo é aparecer. Fazer uma boa ação é diferente de querer ser visto fazendo uma. Ou seja, uma coisa é mostrar-se solidário, outra coisa é querer aparecer sendo solidário. Na segunda possibilidade, vemos que querer aparecer é mais importante! Outra coisa óbvia é que eles me odiaram por ter dito isso, me chamaram de hipócrita, mas comigo mesmo, nesta noite, eu soube quem era realmente hipócrita – e isso já é o bastante para mim. Pois bem, agora chegamos a uma compreensão óbvia de princípios. Aplico agora uma questão análoga em relação à música.

........................O QUE QUEREM REALMENTE VOCÊS COM A MÚSICA?.............

.....Esta questão é, com toda certeza, a mais importante e que elimina todas as possíveis complicações. É óbvio que todo músico quer tocar, não é mesmo? (dããã...), mas se ele quer tocar, ele tem de ter alguma coisa para mostrar – não é mesmo? Mas agora, e se o que o músico quer provar é que toca uma música do LED ZEPPELIN, não seria muitíssimas vezes melhor nós ouvirmos um disco do LED ZEPPELIN do que ficar vendo um cara querendo provar para nós que sabe tocar LED ZEPPELIN? Até por que, se me acompanharam até agora, já sabem que toda a arte é singular: Por tanto, nem que o músico seja melhor tecnicamente em relação ao Jimmy Page, conseguirá ser o Jimmy Page, e isso também respeita um critério bastante óbvio: ele teria que ter nascido sendo o Jimmy Page e ele não nasceu! Teria que ter passado pelas mesmas experiências que Jimmy Page passou na vida, e isso é impossível, não é mesmo? Ele teria que ter não somente a mesma constituição biológica, como ter as mesmas ideias e sentimentos que Jimmy Page tem ao pegar uma guitarra- E ele não conseguirá. Vamos lá então meus amigos: NÃO LHES PARECE BASTANTE DÉBIL ALGUÉM QUERER SER O JIMMY PAGE? NÃO LHES PARECE BASTANTE IDIOTA ALGUÉM ACHAR QUE É GRANDE COISA ALGUÉM QUE IMITA O JIMMY PAGE? Mas vejam como anda o nível da música em Chapecó: Ainda há pessoas capazes de não pensar no óbvio! E por isso, ainda se mobilizam quando aparece uma banda que diz fazer um tributo ao LED ZEPPELIN. Outra coisa bastante óbvia é que qualquer criança de nove anos que escreve uma canção com um violão trincado é mais interessante do que um cara que toca LED ZEPPELIN, até por que, LED ZEPPELIN eu já conheço e o que uma criança de nove anos pode escrever eu não sei... Poderia me surpreender, ou não... O simples fato de eu não saber se me surpreenderia ou não já supera o nosso amigo tocador de LED ZEPPELIN. O máximo que alguém que se propõe a tocar led Zeppelin pode fazer é tocar led Zeppelin – Bastante óbvio ainda, não?
..... Há em Chapecó um grande desrespeito com o público, pessoas que parecem achar que o público é IDIOTA – e é claro que há bastante pessoas que se configuram em um publico que vai ver alguém imitar o LED ZEPPELIN que definitivamente são LEGITIMOS IDIOTAS, mas não podemos generalizar...-e me refiro precisamente às casas e bares onde se trazem bandas para tocar – mais certo ainda é que eles (casas e bares) querem dinheiro e não a arte!. Mas ficar falando sobre isso não vai melhorar em nada e eu poderia escrever milhares de laudas sobre o assunto sem mudar nada e é aí que eu prefiro escrever sobre outras coisas: MAS OS MÚSICOS DE CHAPECÓ PREFEREM FICAR RECLAMANDO INVÉS DE IREM FAZER MÚSICA! E isso é no mínimo decadente! A crítica tem que ter uma proposição, uma proposta, quando não há proposta eu entendo que é mais um lamento. Sobre os lamentos dos músicos nessa cidade insisto em dizer: Enxugue as lágrimas parceiro, o caminho é esse mesmo! Duro!
..... A última vez que fui a um show de rock, no Morrison Bar, vi uma banda que me fez rir para caramba! Uma banda que dizia que quanto mais velho melhor... Mas não foi isso que aconteceu. Vi um vocalista embriagado que mal conseguia entender o que ele cantava e um guitarrista e um baixista completamente cheirados de pó! Achei demasiadamente RIDÍCULO! Uma banda com 11 anos de estrada que em 11 anos ainda não aprendeu a respeitar o público. Se isso VOCÊS CHAMAM de ROCK AND ROLL eu terei que dizer para vocês que EU ODEIO ROCK AND ROLL. E entre essas bandinhas de emos alegres (restart, cine, calça amarela e cagada e mijada), desafinados e com voz de moleque e com letras ridículas e esse tal ROCK AND ROLL, eu prefiro ficar com esses emos alegres! Que pelo menos esses emos alegres tocam suas próprias músicas e se você curte ou não curte é problema seu, mas você vai saber o que é deles e o que não é e por isso, vejam bem, acho que adolescentes de 16 anos tem se saído muito melhor do que esses roqueiros babacas de quase quarenta anos que ainda querem ser arrogantes no palco e acabam é sendo grotescos e nojentos.No referido show, o público do Morrison Bar se levantou e foi embora. Por isso meus amigos, eu, como músico, não subjulgo o público! Sempre que virem a Sodoma H. tocar, saberão que eu dou o máximo de mim e quando paro de tocar é por que não tenho mais forças para continuar – seja meia hora ou três horas de show.E quanto à saber tocar... Bem, desafio qualquer um nessa cidade a me chamar para me mostrar que sabe tocar! Se alguém aqui nessa cidade se atrever a dizer que sabe tocar, será muitíssimo BABACA! Um músico de verdade se mantém na música por que é vencido todos os dias por seu instrumento, ou seja, por que não sabe tocar! Se alguém disser para vocês que SABE TOCAR, não tenham medo de dizer: SAÍ FORA SEU BABACA! Não importa o valor da sua guitarra e quanto a isso também estou aberto a discussão com qualquer um que ache ter força para tal, importa é A VERDADE QUE VOCÊ ARRANCA DA SUA ARTE! E isso eu aprendi na rua e não na academia e muito menos em manuais de como tocar guitarra e etc.
.....Algo também, bastante curioso e engraçado é que algumas pessoas ainda acham que o rock and roll é música de gente inteligente. Agora vou soltar o verbo sobre o que acho da maior parte das bandas de rock: ACHO ELAS RIDÍCULAS! A maior parte destes que dizem fazer rock and roll não leu se quer um livro na vida. Escrevem coisas cheias de clichês e frases tolas e são tão doentes por uns trocados quanto qualquer outro estilo ou gênero musical. Pensem em bandas como RAIMUNDOS ou VELHAS VIRGENS, eu não vejo nada de inteligente nas músicas deles! Ou vocês acham ainda que é revolucionário falar que VAI METER O PAU NO CU DE UMA MULHER enquanto faz um solo de guitarra? Acham que isso choca ou que isso tem alguma coisa que mereça ser proposta? (Existe um ditado popular que diz: enquanto você fala em transar, eu transo). Tenho certeza no que afirmo: isso é TEDIOSO! RIDÍCULO! Entre essas bandas e o funk que está disparado nos programas de T.V. onde mulheres esfregam seus órgãos sexuais na câmera, eu fico com o funk E NÃO COM O ROCK AND ROLL! As mulheres que dançam funk são bem mais atraentes do que os feiosos que tocam rock- HAHAHAHA!- é claro que estou gracejando agora, prefiro o suicídio a ter de escolher entre ambos, mas vejam bem: Dizer que o rock ainda é o estilo musical de gente inteligente é uma grande falácia! Não existem afirmações nesse sentido que se tornem verdades inquestionáveis. E se rock está ligado com á juventude, esta é outra ideia clichê que nos socaram guela abaixo como estratégia de marketing dos anos 60 e 70. Teríamos que encontrar uma “essência” da juventude para dizer o que é e o que não é da juventude e pelo que sei, o problema da essência nem na filosofia se discute mais! Se a juventude é rebelde, a maior rebeldia desta juventude é virar as costas para o rock and roll enquanto os roqueiros ficam lamentando: ei... jovens, nos dêem bola pelo amor de Deus! Não seriam os roqueiros MORALISTAS de cuecas?
.....Mas ainda no assunto, meus amigos, nesta cidade, creio que não há nem se quer um público educado o suficiente para falarmos em arte. E me refiro aos artistas! Vejo os artistas fazerem cada coisa que fico me perguntando se o melhor não seria a cegueira! Vou dizer-lhes uma coisa: EU NUNCA FUI NO SESC E VI ALGUMA COISA QUE PRESTE LÁ! Só vi besteira e mais besteira! Lixo, PURO LIXO! (e não vamos nos esquecer que a velha falácia da arte de “o que um sentiu não é a mesma coisa que o outro” e blábláblá é o sofisma mais sem vergonha e sem nexo da história da humanidade... Um relativismo patético! Quero que apliquem essa fala quanto tomarem um tiro no pé e me digam se o sentimento é tão relativista assim!). E artistas de egos inflados falando um monte de bobagens que nem eles sabem o que é. São tão estúpidos que chega doer agora, enquanto escrevo. Sem falar que a galeria de arte de Chapecó É DO LADO DE UM BANHEIRO PÚBLICO! Que acham de ir ver uma exposição de arte e sentir um pouco do cheiro de urina misturado com bosta? MARAVILHA, não é? E os artistas plásticos ainda passam rasteiras uns nos outros para expor nesse lugar! DECADÊNCIA É APELIDO! Nota: Ainda é preferível os emos alegres a isso! Se vemos uma multidão indo ao encontro desses emos alegres, deveríamos nos questionar o que temos apresentado para eles para chegarem a esse ponto. Só dizer: Eu sou do rock e por isso sou inteligente é realmente deplorável! O rock tem feito tanto fiasco quanto qualquer outro gênero musical e se tratando de Chapecó, vemos que os músicos nem se quer tem a dignidade de se levantar e dizer: Eu coloco o ROCK em xeque! Ainda estão ocupados bebendo e falando mal uns dos outros, quando não, jogando confetes em cima de si mesmos. Essa vanguarda me envergonha!
..... E por último, para finalizarmos essa primeira sessão de pancadaria, quero esclarecer mais uma coisa: Ainda tem gente que não tem mesmo vergonha na cara de dizer o seguinte “esses emos são famosos por que o mercado fez deles isso!” Pois bem, me expliquem o seguinte então se acham isso: O QUE FEZ DO LED ZEPPELIN ALGO MUNDIALMENTE FAMOSO SE NÃO A INTENSA CAMPANHA DE MARKETING?(Tão famoso que os cretinos que não tem nada para mostrar no campo da música se apegam a ficar imitando o Led Zeppelin). E mais, se você tem uma banda, ou se conhece alguma banda menor ou é amigo de algum integrante de uma banda menor, me diga se não gostaria de ter muito dinheiro para promover essa banda na mídia? Negue para mim que não quer isso, que não quer levar a sua música e a sua banda para muitos lugares nesse mundo e eu direi na sua cara: Então fica na garagem amigo! Você já alcançou seu objetivo!


...Nesta noite saberei quem é hipócrita...



r.A.

PS: E para o pessoal do “clube da amizade” que acha que o importante é falar bem de todo mundo para todo mundo falar bem de você, meus pêsames: Vocês são uns defuntos mesmo!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu quero o mundo, e vocês?


“Eu apenas sou lei para os meus, não sou uma lei para toda a gente. Mas aquele que pertencer ao número dos meus tem de ter ossos fortes e pernas ágeis; há de ser animado para as guerras e festins; nem sóbrio nem sonhador; disposto para as coisas mais difíceis como para uma festa; são e robustos. O melhor que existe pertence-nos, a mim e aos meus, e se não no-lo derem, tomaremo-lo; o melhor alimento, o céu mais puro, os pensamentos mais fortes, as mulheres mais formosas!”


_Nietzsche (Zaratustra: A ceia).



.....23 vezes 365 são 8.395. E 8.395 tardes e madrugadas são aproximadamente o número de dias que estou por aí, no mundo. Neste período de tempo eu avancei e retrocedi, mas 2.190 consistem na aproximação de dias em que eu li Rimbaud pela primeira vez! “Uma temporada no inferno” se for distribuída em um livro de bolso, tem aproximadamente 27 páginas. Aos 27 Kurt Cobain resolveu que já tinha vivido o bastante. Aos vinte e três eu não consigo ouvir uma pessoa falando por mais de 30 min. 1.095 consiste na quantidade de dias que existe este presente blog. Não sei qual é a média de sorrisos e lágrimas que derramei durante todo esse tempo, mas uma coisa eu posso lhes dizer: Este blog me faz sorrir!
..... Eu não consigo acreditar nos jornais, nas revistas, em 90% dos livros que leio, em 99,9% das pessoas que conheço, na história, na matemática e na porcentagem. Acredito em mim pelo simples motivo de desconfiar que não sou um charlatão. Tenho um pé atrás em relação a “razão”, mas afirmo todas as manhãs que Nietzsche, Cioran, Rimbaud, Kurt e Jim Morrison tinham razão, porém, Bukowski é o único cara que gostaria de ter encontrado em um bar! Fora estes, todos, para mim são questionáveis. Ah, acredito na arte como expressão, mas não acredito, de forma alguma, nos artistas. Acredito nas baratas por elas ser inúteis! Sua única função – se é que podemos chamar de função- é causar nojo. Acredito no nojo, pois é algo que sinto com bastante freqüência. Entre o amor e o nojo, fico com o nojo... Mas só para não ser amigo dos existencialistas. Alguém aí se perguntou se eu acredito em política e em igrejas? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA (Infinito e etc).
.....Não vejo motivo para pensar que a psicologia, a psicanálise e a psiquiatria tenham alguma razão. A loucura foi conceituada de várias formas no decorrer dos séculos, o louco de ontem é o seu chefe hoje, seu professor, seu guia espiritual, seu pai... Estamos todos loucos e não faz nenhum sentido defender esta tese: Por isso eu a defendo! Já gostei dos bichos (quando parei de gostar dos humanos), acho que no fundo ainda gosto de um cachorro ou um gato, mas não tenho a capacidade de me apegar a eles. Acredito, no mesmo grau, na gramática quanto em uma cerveja quente no verão. Tenho medo de aranhas (de todos os tamanhos) e nunca fui picado por uma – e tenho certeza que todas estão esperando a chance de me picar para comemorar a vitória de sua espécie-, tento garantir que nunca tenham uma chance de sorrir, no entanto, sei que um dia uma dessas desgraçadas vai me pegar... tomara que eu tenha a chance de pegá-la quando isso acontecer...
..... Rimbaud escreveu que “pregou boas peças à loucura”. Baudelaire afirmava ter acesso a paraísos artificiais com o uso de alucinógenos. Penso que foram métodos formidáveis para sobreviverem em seus contextos, mas hoje pregar peças a loucura ou criar paraísos com alucinógenos não resolvem muita coisa e nem rendem bons versos. Até constato que estão todos gastando muita energia pregando peças a loucura e vivendo em paraísos artificiais. Para onde eu vou? Me pergunto nas noites, como escapo disso tudo que está aí? É o caminho que vou abrindo a golpes de machado.
..... Então meus amigos, é isso que vocês veem no presente blog. Iniciativas de sair! A-RÁ, VOCÊ ESTÁ TENTANDO FUGIR! Alguém poderia dizer agora. Eu responderia com todas as letras: SIM! Fugir é minha meta! Mas vejamos, lembrem-se de vocês na sala de aula, no escritório do trabalho, em uma reunião de família, no sermão do padre que você foi obrigado pela sua família a presenciar, recorde-se da conversa idiota no bar, de um (a) imbecil dando em cima de você em uma festa, de um cara em uma esquina lhe apontando um revólver e pedindo para você esvaziar os bolsos, e me digam se vale a pena lutar contra essas coisas. Alguém aí quer mudar seu mundinho do macro social para o micro social? All right baby, lute por mim! O que eu quero realmente? Ridicularizar isso tudo aí, reduzir a uma pose cômica, piada mal contada, entulho e bobagem! Críticas construtivas? HAHAHAHAHAHA! Por favor, me chamem quando alguém for fazer uma crítica construtiva, eu preciso dar umas boas risadas de vez em quando!
..... Soren Kierkegaard descreveu uma imagem para a filosofia. “Um palhaço no interior de um teatro lotado, percebeu que estava iniciando um incêndio! Apavorado, correu até o palco e gritou para os expectadores: ESTÁ PEGANDO FOGO NO TEATRO, CORRAM, FUJAM! Os expectadores do teatro, pensando se tratar de uma piada: riram! O palhaço, apavorado com a possibilidade de o teatro desabar sobre a cabeça das pessoas, matando todas – inclusive ele-, repetiu: ISSO NÃO É UMA PIADA, É VERDADE, O TEATRO ESTÁ EM CHAMAS! E os expectadores ririam mais ainda. Em algum lugar se ouvia um: Nossa, esse palhaço é bom mesmo, até senti um pouco de medo!” Pois então, meus amigos... Está é a figura deste Blog. Crimes & Ursinhos LMTda, é este palhaço que grita desesperadamente! Se seu conteúdo consiste, precisamente, em todas minhas manobras criativas enquanto olho um teatro em chamas, não significa de forma alguma que sou um magoadinho, que sou “critico”, ou que almejo o lugar que ocupam aqueles que eu crivo com minhas ironias! Este espaço é o espaço da revolta sem revolução, lugar de danças de fogo, chicotes de serpentes e orgias da noite! Aqui eu mantenho a todo custo os versos mais pesados... Acreditem, creio ser bom nisso. Se por vezes sou contraditório é que não acredito em linhas retas. Se me engano, é que só concebo a existência no auto-engano! Se não há nexo, é que não há desejo de nexo (parafraseado Fernando Pessoa).
.....Está semana comemoramos três anos de Crimes & Ursinhos LMTDa. E se há um motivo de comemorarmos é justamente o espaço que a Crimes & Ursinhos (Marchando com os pepinos de fora...) abriu para o que antes não era possível escrever. No tocante contrário, temos outro motivo de triste comemoração. Ele existe, inclusive, por haver muitas “vergonhas” para apontarmos por aí! No mais, se vocês que acompanham o blog já leram alguns textos anteriores, já sabem que me coloquei a árdua tarefa de ESCREVER ATÉ CAIR! O que mudou desde então foi pouca coisa em relação à tarefa! Hoje, minha tarefa (a tarefa que escolhi para mim) consiste em escrever até depois de cair! Portanto, vou escrever até quando não tiver mais forças nem motivos!
.....Quando li Rimbaud pela primeira vez, recordo-me de uma sensação terrível! Era como se estivessem apertando contra meu peito toneladas de rochas – soltassem essa tonelada vagarosamente-, eu fui asfixiando, os ossos das minhas costelas estalavam de forma audível e assustadora! Como alguém viveu tanto por meio das palavras? Eu sentei em um gramado em um sítio e fiquei olhando a água de um riacho, completamente assustado! Eu tinha 17 anos e não tinha feito absolutamente nada que preste até aquele momento! Rimbaud já tinha feito um furação de navalhas e caos até ali... Disse para mim mesmo: Não posso mais viver uma vida sonolenta dessas, preciso dar “o bote surdo da fera”! E desde lá, vocês tem visto o que temos feito (seja com escritos por aí, com este blog, com a Sodoma H.) e mesmo que me encontrem em uma rua, em um lugar qualquer, podem olhar bem fundo nos meus olhos e sentir que não estou aqui para coisas mornas e lisonjear bovinos.

We Want the Word and we Want it… NOW.

r.A.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

...Uma mulher que vivia bem!


.....Então eu conheci, neste fim de semana, uma mulher que vivia bem. Seu método, se condensado em um livro – ou um texto em um blogzinho miserável-, venderia mais do que água. Sabemos que toda mulher bebe água, mas que nem toda mulher vive bem; aí está uma boa propaganda! É sabido também que toda lógica é um truque que faz padecer mais rápido do que o cigarro... Por isso os professores de matemática nunca me pegarão com vida! Mas como eu ia “quase” dizendo, antes de meus pensamentos retóricos se atravessarem na conversa – deixando tudo sem crédito-, conheci uma mulher que vivia bem!
..... Em primeiríssimo lugar, os objetos não satisfazem nossos desejos mais intensos (embora prometam). Os filhos da mãe, dos objetos, tendem a perder seu brilho, mesmo que não percam sua rigidez. Por isso, conheço muitíssimas mulheres que passam o domingo polindo vibradores! Vibradores, objeto não comumente abordado em textos em blogzinhos miseráveis, provavelmente são os objetos que se apresentam com a maior variabilidade de formas. Uns tem formas de carro, outros forma de bíblia, outros ainda forma de coxa de jogador de futebol, mais outros tantos tem forma de discurso, lembrando os vibradores da moda : forma de cifrão! São basicamente os super-gêmeos (essa piada só tem sentido para quem assistia a liga da justiça dos anos 70), gêmeos que assumiam a forma de animal ou líquido em diferentes apresentações (gelo, água, vapor...). Como eu ia “tentando”dizer, este não é o caso dessa interessante mulher que eu conheci. Como ela sabia que o domingo é um dia amaldiçoado em toda a história da humanidade, dia em que acarretam as maiores desilusões – os humanos só sobrevivem na ilusão, à verdade (condição ápice do desiludido) nos sufoca!-, não podia encontrar sentido polindo em uma tarde de domingo. Aproveito esta deixa para confidenciar-lhes dois seguintes: 1- não deixem os professores de história pegar vocês com vida! 2- nunca esqueçam o seguinte nº 1.
.....Eís que essa esperta mulher sabia dos objetos! Foi aí que descobriu uma potente segunda realidade a qual ainda é estranha para nós: Os homens! Todos falamos da humanidade em geral, fazemos campanhas para salvar o mundo e humanizar o homem, porém resvalamos mais nos objetos do que em tobogãs de piscinas de clube (e a bunda se diverte...). A geração atual é a geração vibracal! Esta importante descoberta dos fabricantes de celulares. Há tantos celulares no mundo que carregam a natureza ambígua de não servirem para a comunicação. Alguns dizem que é para ouvir música, outros para ver vídeos pornôs, mas a verdade insuportável e asfixiante consiste no vibracal. O vibracal nos lembra dos vibradores – e por isso gostamos de usar o celular no bolso: as mulheres no bolso dianteiro, os homens no bolso traseiro... e etc.. -, e os vibradores nos lembram do domingo, e por isso somos todos niilistas (redundantes do nada): vivemos em busca do domingo e quando este chega, nos arrastamos para fora dele e saímos semi-mortos (quando saímos...)! – agora devo um galo ao Pcê-. Mas eu falava de uma mulher, portanto sigo, ela descobriu o homem, aliás, descobriu dois!
..... Os homens se ocupam o tempo todo com as mulheres. Precisam ficar bem para elas, ter os vibradores certos para as mulheres certas! Enrijecer os músculos : é um vibrador também! Escovar os dentes, trabalhar para ter dinheiro (roubar é trabalho também, pois dá trabalho ser ladrão – mesmo que na marginalidade : sim, há ladrões que não são marginais!), ir nos lugares certos, na hora certa, com a roupa apropriada e falar a coisa certa (para um homem, falar a coisa certa é decorar sete piadas para fazer uma mulher rir e no mais, calar a boca!), portanto, o homem enaltece o objeto, mas não é o objeto o que ele realmente quer : o objeto é uma isca! Não se pesca dourados com minhoca pequena! Não se abre a porta de um fusca para uma loira do premier! Quando tudo quanto é objeto fracassa, o homem abandona a luta, pois, já matou a charada: a mulher quer sinceridade! Que cobrança perigosa! Se fossemos sinceros não conseguiríamos nem se quer olhar no espelho! Se procurarem a palavra mentira no dicionário da vida, verão a foto de um homem ilustrando a palavra (alguns dicionários - os bons- inclusive, trazem a foto de um homem fazendo sinal de positivo com a mão direita)! Um homem sincero termina como escritor ou guitarrista da banda Sodoma H., portanto, olhar para isso não é nenhum reforço ou convite a ser sincero! –HAHAHAHAHA!-,SER SINCERO É AFIAR OS CASCOS PARA DAR BONS COICES. Já sei que não é assim que se sobrevive nessa (s) cidade (s), é o circuito de lisonjas bovinas que sustentam as amizades e a arte por essas bandas... Como eu ia dizendo, os homens ocupam o tempo todo com as mulheres!
..... As mulheres são mais inteligentes em relação aos homens! Não se ocupam com os homens, se ocupam com os objetos. Um homem para namorar com uma mulher precisa levar 28 foras por noite no tempo estipulado de um mês – nesse espaço de tempo ele adquire um objeto e aí uma mulher aceita ele -. Uma mulher só precisa dizer sim uma vez depois de 28 “nãos”! Existem exceções, mas todos sabemos qual é e no que consiste a regra. Sobre mulheres que procuram homens sinceros, sugiro que procurem na lista de propensos ao suicídio. Provável que atalhem meio cominho. Infelizmente a sinceridade não vibra e nem anda por aí rebaixada com o tampão erguido! Mais certo que esteja na última mesa do bar, sozinha, lendo Rimbaud. As mulheres são mais inteligentes em relação aos homens, mas isso não lhes agrega muita vantagem. Sabendo que os homens são fraudes ambulantes falando de suas iscas, por vezes acabam se fisgando às iscas, e é aí que toda sua inteligência se transforma em tartaruga que caiu de costas! Não preciso descrever mais, não é mesmo? Vocês sabem do que estou falando! Quando vejo mulher saindo de motéis, parece que me recordo de tartarugas voltando para o mar! Mas eu falava dessa tal mulher que vivia bem...
...... Um dia ela me disse em um bar:_ Você continua sozinho pelo que percebo... E eu respondi afirmativamente. Ela disse: _você já sabe que a palavra amor muitas vezes é um clichê? Respondi com outro aceno. Ela : _ Seu problema é que gasta seu tempo desenvolvendo os objetos errados... O que você faz ninguém sabe fazer, é bonito, mas ninguém quer! Aí falei para romper o silêncio: _ O que você pensa ser meu problema consiste no seguinte: Não quero ninguém! E ela me contou que tinha dois homens na sua vida! Nenhum namorado, apenas dois amantes!
.....A diferença de um ser humano para um objeto é que o objeto te obedece (por isso não adianta bater em computadores quando eles travam). Poderiam me dizer que o ser humano é vivo e o objeto não... Mas se olharem com mais atenção em volta, repensariam essa diferença! Essa mulher que conheci, sabia disso e assim optou por dois : nesse sentindo, rompendo com a moral vigente! Só sabemos viver para um, desejando possessivamente um (foi isso que nos socaram na cabeça). Quando há três, não há como haver essa possessão, já estamos em um lugar impossível de cobrar este “ser objeto” do “ser humano”. Se cobrarmos a moral, no sentido que nos foi imposto pela cultura, fracassaremos em uma relação assim. Desta forma o “bem estar” nessa relação não poderia mais se tornar um bem estar na prática moral de um namoro! Assim, essa mulher, ria de mim por eu ser sozinho e dizia: tenho dois homens! Nada mais perigoso e excitante do que isso! E eu dizia: eu tenho a solidão. Ela tem lá seus lados perigosos... De certa forma, eu entendi o que ela disse. Outro ser humano é complexo, há sempre uma possibilidade de ele fazer algo imprevisível , e como o ser humano sempre lhe escapa das mãos como um sabão, talvez o desejo se potencialize e se intensifique... (diferente dos vibradores, que só te dizem que é possível você obtê-los e te dizem que vale a pena) No mais, o que ela dizia era o seguinte: Toda mulher, para viver bem tem que ter dois homens! Eu sorria e concordava: _deve ser mesmo...Cada homem desempenhava um papel insubstituível na vida dessa mulher que vivia bem. Um era um jovem perigoso, metido a grande coisa, escapava-lhe das mãos por correr atrás de outras e ela sentia nisso um fetiche, ou seja, algo que ela não conseguia viver sem... O outro dava-lhe o cordeiro de Deus que o primeiro negava-lhe, e assim, ambos a disputavam e ela disputava ambos sem nunca permitir a eles aproximação. No fim das contas, ela me disse sobre o amor: Amo mesmo é meu cachorro! Esperando meu choque ela recebeu de volta:_eu amo mesmo é “eu” fumando esse cigarro!:_o que a gente não encontra em um, precisa procurar em outro... Ela concluiu e foi aí que vi que ela nunca esteve definitivamente com nenhum dos dois e talvez nenhum dos dois com ela, embora transasse com ambos. Mas ela dizia viver bem assim... eu, no meu canto, imaginei que sim...


r.A.

Nota: A sombra da mão na foto é minha!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A gente nasce, cresce, reproduz e vira jornalista!


.....Olá pessoas! Bem, primeiramente queria falar-lhes de minha ausência – e espero que tenham sentido muito por isso (:D) -, pois eu senti. Gosto de escrever, porém, escrever tem um prazo para mim! Não é bonito o quanto essas coisas trágicas potencializam a gente? Mas não é esse o motivo de não ter escrito nas últimas semanas... Estava muito ocupado com coisas que não são úteis, porém necessárias no momento.- alguém poderia dizer: Como assim? Inútil e necessário? Eu responderia: SIM, igualzinho um prefeito! (Risos). O que faríamos sem um prefeito? Provavelmente as mesmas coisas que temos feito, mas sem um prefeito! O que faríamos sem os jornais? A resposta é a mesma! HAHAHAHA!
.....No mais, hoje, consegui desempenhar a maior parte destas minhas tarefas inúteis e necessárias e por isso estou bem humorado. Portanto, diferente da maioria dos meus textos no blog, este eu vou escrever sorrindo (e ouvindo The doors)!
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.....Hoje, enquanto preparava o almoço, lembrei de uma coisa inútil e necessária! Uma aula que tive na 4º série (no colégio Geni Comel). Uma professora de Estudos Sociais passou no quadro a seguinte frase: O homem nasce, cresce, casa, reproduz, envelhece e morre. Ela pediu para que a turma repetisse essa frase várias vezes (em coro – de alguma forma “mágica”, pouca coisa muda entre a igreja, a escola e a penitenciária). A utilidade deste exercício é duvidosa (de forma alguma penso em desconsiderar as pessoas que gostam desse tipo de coisa – tive uma disciplina de estatística na universidade esse semestre e vocês não acreditariam que lá o pessoal aprende matemática repetindo em coro o que a professora ensina. Todo mundo [ menos o r.A.] : Os dados devem ser organizados em um rol para facilitar a distribuição dos dados PRO-fe-sso-RA! {Nota: Eu sei separar as sílabas, só separei os dois “s” juntos para dar um efeito mais dramático} COISA LINDA ESSE NEGÓCIO DE APREENDER!), como disse, a utilidade desse exercício é duvidosa, mas deve valer para alguma coisa. Por exemplo: Para alguém lembrar isso uns sete anos depois, enquanto faz o almoço, e rir um pouco.
.....Neste exato momento eu estava picando uma abobrinha para cozinhar ela com carne moída (na verdade é mentira, eu não tinha carne moída, aí piquei dois hambúrgueres – Não aconselho que façam isso...). Olhei para a panela (a abóbora esquartejada) e disse para ela: Vê? Você não é um homem! Você não casou! Só nasceu, cresceu, reproduziu, envelheceu e agora eu vou te comer! Eís que talvez o espírito dela estava vagando por cima da panela e me sugeriu o seguinte: Nem todo homem casa! E isso foi o fantasma da abobrinha quem me confidenciou! Retruquei o fantasma: É... Alguma razão você tem... Lembrei que enquanto o coro dizia: O homem nasce, cresce, casa, reproduz, envelhece e morre; eu dizia: O homem nasce, casa e está morto! É óbvio que eu não sabia que tinha razão já tão jovem! Eu fazia isso para encurtar a frase e dar tempo de olhar para os outros que estavam falando e olhando para o quadro. Eu sempre achei engraçado as pessoas repetindo coisas em coro! Estou falando sério! Experimentem fazer isso uma hora dessas... Fiquem olhando as pessoas repetindo alguma coisa em um grande grupo. Parece que “rola” um “lance” de competição. Se você observar com atenção as pessoas batendo palmas para alguém, sempre tem uns que batem com mais força e ficam bravos com os que tem mais força que eles... Sem contar que o cara que puxa as palmas geralmente estufa o peito e se sente feliz consigo mesmo por ter sido o primeiro a puxar as palmas. Ele transpassa os outros com um olhar do tipo: VIRAM? FUI EUZINHO QUE FIZ ISSO, FUI EU, VOCÊS ESTÃO APLAUDINDO AGORA, MAS FUI EUZINHO QUEM COMEÇOU ESSA FOLIA TODA! E os que queriam ter começado com as palmas olham de volta com uma cara do tipo: ... ria enquanto pode... quando você se distrair serei eu a puxar as palmas... quem ri por último ri melhor! E por aí vai.
.....Senti algo assim na última apresentação da Sodoma H. Só não escrevi sobre isso imediatamente pelo fato de outras pessoas sentirem a necessidade de escrever sobre isso – inclusive eu publiquei aqui no blog sem a devida autorização um texto de uma artista plástica que se referia a isso: ela há de me perdoar a traquinagem... espero...). Algo me chamou a atenção nesse último show... A hipótese de um poeta amigo meu é que “os ouvidos vão se desentupindo com o tempo”... O fato é que muita gente saiu de casa para ir no domingo nos ver (e isso, por incrível que pareça, incomodou muita gente – principalmente integrantes de outras bandas). Eles olhavam com raiva para as pessoas que aplaudiam (sinceramente, não me importa muito como as pessoas reagem aos poemas que nós jogamos nelas... Me importa em passar esse poemas da melhor forma possível... etc...), até pensei na hipótese que esses integrantes de outras bandas ficavam com raiva pelo motivo de quererem ser eles a puxar as palmas, mas sabem, há sempre alguém mais atento do lado da gente e acaba sendo mais rápido no gatilho – palma. Ainda sobre a importância: Nos preocupamos tanto dessa vez com nosso recital de poesia que nem se quer nos demos ao trabalho de registrá-lo. Prefiro pensar na hipótese das palmas, pois, por outro lado, teria de pensar que essas pessoas não estavam gostando da “apresentação”. Aí, acho um ato de extrema burrice. Ficar em um lugar onde você não gosta do que está vendo para falar mal depois não é um exercício crítico, é um exercício de masoquista! Eu mesmo já fui masoquista, hoje prefiro perder meu tempo picando abobrinhas... vejam, as abobrinhas tem muito mais a dizer que muitas pessoas nessa cidade! Por último, para finalizar esse desvio de rota no assunto, só gostaria que algumas pessoas deixassem de ser hipócritas e não nos parabenizassem por fazer aquilo que há muito não se faz nessa cidade. Prefiro que falem sobre o meu tênis que está descolado na ponta (e não tenho dinheiro para comprar outro par) antes de ficarem fingindo que gostam do que a Sodoma H. faz ou deixa de fazer. Como escrevi em outro texto e acho que não foi lido (ou recordado) e por isso vou reescrever: Não vão pensar que eu não sei o que vocês realmente pensam de nós! Vocês não são tão bons assim em fingir um sorriso e uma lisonja! Eu sei... Entendem? Eu sei!
.....E aí eis que terminei de cozinhar a tal da abobrinha!Não ficou tão ruim. Me trouxe aquela recordação da aula de estudos sociais e eu fiquei pensando sobre a reprodução enquanto fumava um cigarro após o almoço. Pensei: Quem se doa demais em ficar unicamente reproduzindo já está morto e esqueceu-se de cair! E vai que alguém lembra esses mortos de que já morreram? Eles já tem embutido toda uma filosofice que engendra na patifaria. Se você diz para eles que eles estão apodrecendo em pé, eles ainda acham que você está oprimindo eles! Inclusive disse semana passada para uma amiga que ela estava ridícula fazendo o que estava fazendo e ela achou que eu queria comê-la! HAHAHAHA... Que que é isso? Eu gosto mesmo é de comer abobrinhas!

r.A.- Dando risada que nem jogral!

Obs: Espero ter matado a saudade dos que me gostam com essas palavras todas... Viu guria que me cobrou um texto na sala de aula? Eu escrevi outro! :D

NOTA DE RODA-PÉ-NO OUVIDO: Para as pessoas que fizeram todo um estardalhaço em relação ao fato do Paul McCartney estar em Porto Alegre... Por favor, me poupem desse assunto! Não vejo nada que valha a pena nisso... É um noninho milionário com um violão que vale mais do que o dinheiro que vocês conseguiram reunir em toda uma vida, porém, é preciso fazer muita força para encontrar alguma coisa de poesia nas músicas dele – “quem sabe inventar” que lá tem alguma coisa de poesia-(E ISSO PROVA QUE UM EQUIPAMENTO BOM NÃO É TUDO!). John Lennon disse: Paul só fez yesterday, o resto é fiasqueira! E eu quase concordo: Acho Yesterday chata e BICHENTA! Para a geração Beat aposentada que cuida dos netos e fuma maconha escondida, acho que é bem didático torrar uns 400r$ para ter alguma coisa para falar até o fim do ano... Para a juventude que baba ovo dos livros beat, por favor, comprem uma garrafa de gim e vão para o outro lado do bar que eu tenho alergia de pseudo-saudosistas (pois, a única referência que eles têm dos beats é os livros que os beats escreveram para não passar fome... ou para afastar a ideia de fome...).